31 de dez de 2011

puerto iguazú.

fui com meus pais, a luana e o moisa pra argentina dia 26 numa cidadezinha na fronteira com o paraná chamada "puerto iguazú". ela é bem pequena e vive basicamente do turismo: hotéis, lojas, pubs, cassinos, casas de câmbio, mercadinhos, pros turistas (brasileiros) se encherem de vinho, salame, queijo, azeite, azeitona e a maior iguaria da argentina - o alfajor.
eu adoro essa cidade, acho muito charmosa. eu sou daquelas que vê charme nas ruas sinuosas, na poluição visual. mas em puerto iguazú é tudo bonitinho, até a famosa feirinha onde os iguaçuenses adoram fazer happy hour (tem mesa até a metade da rua, com cerveja barata e porções de salame/azeitona/queijo generosas).



luana linda ♥ muito me chamou atenção da bizarrice da vitrine dos manequins-dálmata e da organização das prateleiras dessa mercearia (poderia ter escolhido a parte dos vinhos ao invés da parte das mostardas pra fotografar).


boa parte das calçadas são como na primeira foto. a cerveja de mulherzinha muito boa e suave. a placa aponta o prato do dia e o preço em peso, em reais fica mais ou menos R$ 14,00. o moisa pediu esse especial e é ótimo (não lembro o nome do restaurante).



e daí que eu passo o dia inteiro lá e se tirei uma dúzia de fotos, foi muito.
muita coisa precisa mudar em 2012.

25 de nov de 2011

o dia que a adulta em mim deu espaço pra adolescente que há em mim.


EU FUI.
é o que eu consigo dizer, "eu fui", seguido de um sorriso e um suspiro pra segurar o choro. muita gente riu da minha cara, tirou um sarrinho, cantou mmmbop, comentou algo no estilo nossa nem sabia que eles ainda existiam.
sim, eles ainda existem. estão no sexto cd. o último lançado em 2010.
estão lindos, firmes e fortes.

quando eu fiquei sabendo, pelo facebook, que eles fariam 2 shows no brasil em novembro, a minha primeira reação foi pensar: "poxa, vou perder eles de novo..."
mas, veja bem, eu ~trabalho estudando~, recebo bolsa de estudos, me dedico, sou fã do hanson desde 1997. EU MEREÇO IR, simples assim.
e fui.

fui lá enfrentar 10 horas de ônibus até curitiba, e de lá, pegar uma van e enfrentar mais 6 horas até são paulo. em são paulo, enfrentar mais 5 horas numa fila.

- aliás, essa fila merece comentários: quando eles estouraram, tinham entre 11 e 16 anos. eu tinha 12. hoje eles estão casados e com filhos. eu também. cresci junto com o hanson. e eu imaginei que iria encontrar só gente assim no show - mulheres balzaquianas, mostrando a fotos do filhos batizados de taylor e zachary. mas não. tinha desde essas mulheres que eu citei a adolescentes de 13 anos junto com a mãe. ou porque não podiam entrar desacompanhadas ou porque as mães eram fãs de hanson e as filhas herdaram a paixão. famílias juntas (pai, mãe, filhos), homens, casais de namorados, mocinhas no auge dos 22 anos toda trabalhada no visual gótico.

fui lá passar o frio na barriga de quase ser impedida de entrar, porque comprei meia-entrada e levei a declaração de matrícula como comprovante e o moço da portaria não conhecia a minha universidade e pensou que era particular e queria ver o "boleto da mensalidade".
mas entrei. esperei vários minutos espremida entre meninas reclamando do calor e da demora. e em momento algum eu sentia AQUELA ansiedade.
as luzes acenderam, eles entraram, começaram os primeiros acordes de "waiting for this". eu pulei, gritei, cantei loucamente. porque a letra fala disso mesmo, "all of this time, i know that you've been waiting for this"...

na quarta canção (uma que eu nem gosto muito, do primeiro cd), a ficha caiu.
eu não conseguia me mover, eu só olhava pro palco e pensava, "PUTA MERDA, eles estão ali...". e foi aquele flash-back dos 12 anos, das tardes ouvindo a fitinha k7 que eu gravei do cd de uma amiga, de fazer plantão na mtv pra ver o lançamento de clipe novo, do mergulho em dicionários de inglês pra entender que diabos eles estavam cantando, da magra mesada gasta quase que exclusivamente com revistas e posters.
e eu chorei.

eu nunca tinha chorado por ídolos antes, mas aconteceu.
fiquei parada, olhando pro palco por umas três músicas seguidas. só chorando e balbuciando a letra.
é uma emoção que até agora eu não consegui por em palavras.
afinal, foram quase 15 anos de espera.

o show continuou lindo, e eu me apaixonando cada vez mais. a maturidade musical, o quanto eles são bons, atenciosos, com presença de palco e profissionais. quilos de fotos e vídeos, gente desmaiando e eu sendo empurrada pra frente. quando dei por mim, estava na terceira fila, a poucos metros do nariz deles. a parte ruim é que eu não tinha liberdade de movimento nenhum: era empurrada pra frente, pros lados, pra onde a multidão queria. foi lindo, só consigo dizer isso. foi lindo.

quando acabou, novamente encarar 6 horas de estada até curitiba, e mais 10 horas até palotina. chegar em casa, abraçar o marido, beijar a filha. e jamais esquecer que no dia 6 de novembro de 2011, a adolescente que - ainda - vive em mim ganhou o melhor presente que alguém poderia dar.


ps - quero agradecer imensamente a rafaela: pela companhia, pelo abrigo, pelo almoço, pela amizade, por compartilhar a paixão ♥ TeamHanson ;D

8 de out de 2011

rock in rio - parte única.

antes tarde do que nunca, né gente?
(senta que o post é longo >.<)

nós (eu e moisa) compramos nossos ingressos nos primeiros 15 minutos do dia 18 de novembro de 2010. teríamos comprado antes, se o site não tivesse congestionado. assim que soubemos que a primeira banda confirmada era metallica, pensamos: "não podemos perder, não podemos".
nós sentimos muito em não ter ido no último show que o metallica fez no brasil (não me lembro da data), o moisa principalmente. é sempre aquele pensamento: os caras tão velhos, não fazem mais tanta turnê mundial, sabe-se lá quanto tempo a banda ainda vai durar, etc.
então foi assim, com quase um ano de antecedência, já começamos a planejar tudo.

não vou entrar no detalhe da excursão que estava paga há quase três meses e me cancelam tudo dois dias antes da viagem, me deixando desesperada no google procurando ônibus com lugares disponíveis em plena madrugada. no final, conseguimos assentos desconfortáveis numa van.

saímos de maringá no sábado de tarde, um comboio composto por dois ônibus e duas vans lotadas. dezessete horas de viagem sem poder esticar as pernas, ouvindo algum metal ou algum rock farofa, vendo um filme clássico da sessão da tarde. eu tenho sorte, consigo dormir em qualquer lugar, em qualquer situação. boa parte da viagem eu capotei e não vi nem senti nada. era na hora de ir no banheiro, fumar um cigarro ou comer alguma coisa que eu via que meu físico já pedia arrego.
mas chegamos. pela segunda vez no rio de janeiro, e pela segunda vez o céu nublado. era meio-dia do domingo. muito movimento na rua, muito evangélico protestando com aquelas faixas que todo mundo viu. fomos direto pra um terminal rodoviário, de onde saiam os ônibus exclusivos pra cidade do rock.
gente. gente. gente. gente. gente. gente.
andando em fila indiana, devagar, esperando os ônibus lotarem pra darem lugar aos outros vazios e assim encherem de gente e [continua infinitamente]. ao chegar na entrada da cidade do rock, mais fila. essa sim me assustou.
eu nunca fui a um evento desse porte, ou que tivesse um décimo desse porte. acho que a maior fila que eu já peguei na vida foi ficar 40 minutos esperando atendimento no banco do brasil (sério). e essa fila tinha quilômetros. fazia curva. eu não tive coragem de ver seu fim, encostamos em uns conhecidos da excursão e quando ela começou a andar (e as vezes andava rápido demais!), uns "buracos" eram abertos e nos enfiamos ali mesmo. acho que poupamos umas duas horas da nossa vida nessa atitude que eu considero extrema falta de educação (me chicoteia).

e assim fomos. ás vezes correndo, ás vezes nem tanto, entramos. antes passamos por três "funis": um pra conferir o ingresso (entre aspas né, o meu era ~nominal e intransferível~ e sequer checaram meu nome nele), outro pra revistar as mochilas (entres aspas né, porque só me perguntaram se havia vidro lá dentro, eu disse que não, me liberaram) e outro pra mostrar o ingresso furado.
pronto. estávamos no evento mais (mal) falado dos últimos meses.

daí você pensa em alguém que só havia comido umas frutinhas bonitinhas ás 9 da manhã, e já era 3 e meia da tarde, estava varada de fome e a primeira coisa que eu quis foi: comer. sabia que havia um spoleto, mas ouvi gente comentando da fila monstruosa. me arrisquei na do bob's, que era monstruosa, mas por ser fast-food, imagina-se que seja rápido. LEDO ENGANO.
se demorei uma hora e meia pra entrar, pra comprar um hamburguer eu fiquei nada menos do que duas horas e meia esperando. e só de raiva eu comprei cinco. e confesso que a última hora naquela fila foi de pura birra, porque eu sou marrenta.

alimentada, descansada (me sentei num "gramadinho" pra comer, eu e moisa deitamos, e eu - acreditem - dormi alguns minutos), fomos conhecer a tal cidade do rock.
olha, vou dizer, tava bonitinha. as coisas que eu posso elogiar são os banheiros limpos, com papel sempre. muitos banheiros, por todos os lados. havia filas em tudo que é canto, mas pra banheiro não. nem pra cerveja. a variedade de comida também foi legal (se eu soubesse antes, não teria perdido um pedaço da alma por um hamburguer). tanto que mais tarde, pouco antes do metallica, pude saborear temakis e sushis deliciosos, sem fila, sentada num canteirozinho que anteriormente tinha flores, mas no momento só tinha copos, papel e lixo.
os brinquedos devem ter sido fantásticos, mas eu olhava pra fila e tinha vontade de chorar.
os stands dos patrocinadores não me apeteciam. alguns brindes pareciam legais, mas MAIS fila por coisas descartáveis não era parte do meu roteiro.
rock in rio era isso: fila com som ambiente.

a rock street era charmosíssima, e as apresentações por lá eram interessantes. mas eu só vi de passagem (risos).
as lojas de produtos oficiais era um insulto de tão cara. perdão aos amigos, mas nada de presentinhos. um chaveiro fedorento por 15 reais? nunca na vida.

mas vamos pra parte boa: os shows.
não vi as paradinhas do palco "sunset" porque o que me interessava era matanza. e quando eu entrei, o show do matanza já tinha terminado. só me restava o palco mundo, e por lá as coisas só começaram de noite. os primeiros eu não vi porque ou estava em fila ou andando ou dormindo.
ver motörhead foi meio surreal. é uma banda que eu admiro, mas conheço pouco. tanta gente que eu conheço que idolatra o lemmy e, tipo, ELE ALI MEU! foi um show curto, na minha opinião. sei lá, pra mim foi curto.
parei pra ver slipknot, gravei quando eles tocaram "people=shit" por causa de uma amiga. vi o mosh. vi eles mandando todo mundo se abaixar pra dar aquele pulo e tal. deve ter ficado bem legal na tv. eu não gosto da banda, mas admito que foi um ótimo show.
e achei uma grosseria sem tamanho aumentarem o som "de mentira" enquanto eles ainda estavam no palco dando tchauzinho pra galera.

daí a ansiedade.
eu e moisa achamos um lugar no gramadinho artificial, me sentei e só restava esperar. e cara... eu confesso que boa parte do meu gosto pela banda foi por causa do moisa. mas quando começou aquela abertura clássica deles, "ecstasy of gold" e, nos telões, a cena de "the good, the bad and the ugly", e todo mundo fazendo aquele "ôôôôôôôô"... e daí quando acaba, você ouve aquele "tchi tchi tchi" da bateria... cara... CARA! até me arrepio só de lembrar.
de fazer muito metaleiro deixar escorrer lágrimas.

e a gente gritou, cantou, deu soquinho no ar, assim, bem cafoninha.
não vou comentar as músicas que eu gosto porque vai ficar mais longo do que já está. mas vou resumir que foi lindo e que eu quase chorei nuns 5 ou 6 momentos.
a gente ainda anestesiado, caminhava pela neblina de uma madrugada carioca nem acreditando no que havíamos presenciado.

cansaço extremo. uma palhaçada de pagar dez reais pra poder sair da cidade do rock. os pés em frangalhos. o sono. o arrepio de imaginar mais 17 horas numa van.
dormi no chão (de novo) esperando o resto do pessoal da excursão aparecer. quando dei por mim, estava naquele terminal bufado de gente, com o sol já alto.
acabou. de verdade.

a viagem da volta foi quase insuportável pela necessidade de banho, cama, comida de verdade. minha panturrilha, canela e pé era uma coisa só, de tão inchado que estava. mesmo assim, dormi praticamente o tempo inteiro.


sendo diva no terminal rodoviário e moisa muito tranquilão (HAHA) / não disse que a fila fazia curva? / quase no primeiro "funil". tavam fotografando a fila, por isso as mãozinhas no ar.


aê, entramos! / palco mundo, bandeiras e céu nublado: tudo visto da querida fila do bob's / todo mundo esperando motörhead.


rock street saiu borrada, mas a foto é legal / it's metallica! / it's fucking metallica!


mesmo demorando dois dias pro físico voltar ao normal, mesmo os gastos desnecessários, as filas intermináveis, sentar no chão mijado (pois é, mesmo com os banheiros 100%, tinha gente mijando em qualquer lugar e minha calça fedia urina quando cheguei em casa), dormir no meio do lixo (né, cestas de lixo pra quê se você pode jogar por cima do ombro?), música que eu não gosto, 34 horas sentada, 14 horas em pé... eu olho pra esse final de semana que me fez perder duas provas como uma das melhores lembranças que eu vou ter enquanto viver.

porque você não pode dizer que teve juventude se não foi a um festival de rock.

11 de set de 2011

além da imaginação.


me lembro quando passava de madrugada no sbt. 
comecei a baixar hoje toda a primeira (e única) temporada. 

daí quando acabar, verei a versão de 1985. 
e depois, a versão de 1959-64.

10 de set de 2011

mercê.

pensamentos condensados nos limites de caracteres e a mobilidade de uma internet no celular. o celular que faz de tudo, mas ainda me atrapalho na hora de fazer ligações. tudo isso por causa da preguiça de editar contatos e o fim da comodidade do ddd ser inserido automaticamente.
a gente nunca quer ter trabalho.

eu tentei ter agenda esse ano, uma agenda pra realmente anotar tarefas e cumpri-las. mas a agenda se resumiu a anotações desconexas e números de protocolos de atendimento por telefone.
os dias de provas, trabalhos, xerox, deveres, horários, prioridades.
eu sempre acho que vou dar conta somente pela memória. ledo engano. e continuo me enganando.
devo gostar disso.

sei (e gostaria) de compartilhar os pequenas prazeres, mas os pensamentos condensados nos limites de caracteres e toda aquela coisa.
nem falar de filmes eu falo mais.
sinceramente, não ando contente com a pessoa que me tornei virtualmente.

16 de ago de 2011

cem anos de solidão II.

então, pensou que gastón não era tão bobo quanto parecia, mas pelo contrário, era um homem de uma firmeza, uma habilidade e uma paciência infinitas, que se propusera a vencer a esposa pelo cansaço da eterna complacência, do nunca lhe dizer não, do simular um assentimento sem limites, deixando-a se enredar em sua própria teia de aranha, até o dia em que não pudesse mais suportar o tédio das ilusões ao alcance das mãos e ela mesma fizesse as malas para voltar à europa. a antiga piedade de aureliano se transformou numa aversão violenta.

(gabriel garcía márquez)

10 de ago de 2011

cem anos de solidão.

comparou-a com a lembrança mais antiga que tinha dela, na tarde em que ele tivera o presságio de que uma panela de sopa fervendo ia cair da mesa, e a encontrou espedaçada. num instante descobriu os arranhões, os vergões, os calos, as úlceras e as cicatrizes que deixara nela mais de meio século de vida cotidiana e comprovou que estes estragos não provocavam nele sequer um sentimento de piedade. fez então um último esforço para procurar no seu coração o lugar onde se haviam apodrecido os afetos e não conseguiu encontrá-lo.

(gabriel garcía márquez)

11 de jun de 2011

dos pedaços de um final de semana.




com uma semana de atraso. eu sei.
dois dias passandro frio e revendo amigos em curitiba não foram o suficiente ;~

3 de mai de 2011

movimento de fotógrafas do cotidiano.

tudo começou num rouba daqui e acolá; e eu acho bárbaro esses movimentos que se iniciam de uma idéia simples e todo mundo abraça.
fotografe seu dia. e surpreenda-se.



















legendas aleatórias:
~ café da manhã saudável: trabalhamos. o pijama listrado que me causa confusão mental.
~ segunda é dia de curso de metodologia da pesquisa, saio de casa 12h50 e só volto 23h30. já disse que a universidade fica à 40 km de onde moro, né?
~ uma placa abl pra quem faz letras. ironia?
~ friozinho combina com: cigarro e café quentinho. hoje ninguém levou chimarrão.
~ em média, duas horas livres (entre o fim do curso e o início da aula) pra twitter, leituras e gordices (não fotografadas).
~ semana acadêmica de zootecnia na universidade. nada mais a comentar.
~ leituras de cabeceira = amor.
~ tive vergonha de fotografar a sala cheia de gente. segunda é o dia em que todos os alunos comparecem.

6 de abr de 2011

um coração ardente.

atos herdou de mim esse tipo de coração. gente assim ri mais, chora mais, odeia mais, ama mais... ama mais, principalmente isso. ama muito mais. é uma espécie de gente inflamável, que está sempre se queimando e se renovando sem parar. de onde nascem chamas tão altas? muitas vezes não há nenhuma acha de lenha para alimentar o fogo, de onde vem tamanho impulso? mistério. as pessoas param, fascinadas, em torno desse calor tão espontâneo e inocente, não? tão inocente. no entanto, tão perigoso.

(lygia fagundes telles)

18 de fev de 2011

"beba muito, ou não prove da fonte de pierian"

pág. 72
minha paixão por giovanna foi totalmente induzida pelo álcool. mesmo estando tão bêbado a maior parte do tempo, eu ainda tinha consciência de que nada iria rolar entre nós dois. a razão principal para isto é o quanto era incrivelmente tedioso estar com ela se um de nós (ou, deus me perdoe, os dois) estivesse sóbrio. eu sei que existem muitos tipos diferentes de macarrão na itália. nao quer dizer que voce deva falar o tempo inteiro disso né? sim, claro, muito legal que façam macarrão em formato de orelha e chapéus. grande coisa. você já ouviu falar de algum enorme exército invadindo um castelo para se apoderar de um estoque escondido de pappardelle? imagino que não. mas os irlandeses vêm se matando uns aos outros há séculos por causa do whiskey.

pág. 75
ela chamou o câmera para ajudar a me colocar em um banco perto de uns mapas e um jogo de cartas com imagens de grandes escritores irlandeses que também eram beberrões. esses caras são como superastros na irlanda, o que mostra como o país é uma sociedade que tolera o vício. brendan behan uma vez se descreveu como "um beberrão com problemas com a escrita", e ensinam ele nas escolas daqui. britney spears toma uma cerveja e já queremos tomar os filhos dela.

(andrew gottlier)

3 de fev de 2011

o evangelho segundo jesus cristo.

está visto que as pessoas não andam todas por aí a pedir milagres, cada um de nós, com o tempo, habitua-se às suas pequenas ou medianas mazelas e com elas vai vivendo sem que alguma vez lhe passe pela cabeça importunar os altos poderes, mas os pecados são outra coisa, os pecados atormentam por baixo do que se vê, não são perna coxa nem braço tolhido, não são lepra de fora mas lepra de dentro.

(josé saramago.)