16 de ago de 2011

cem anos de solidão II.

então, pensou que gastón não era tão bobo quanto parecia, mas pelo contrário, era um homem de uma firmeza, uma habilidade e uma paciência infinitas, que se propusera a vencer a esposa pelo cansaço da eterna complacência, do nunca lhe dizer não, do simular um assentimento sem limites, deixando-a se enredar em sua própria teia de aranha, até o dia em que não pudesse mais suportar o tédio das ilusões ao alcance das mãos e ela mesma fizesse as malas para voltar à europa. a antiga piedade de aureliano se transformou numa aversão violenta.

(gabriel garcía márquez)