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18 de ago. de 2013

no quarto 17 - pré-relato de parto.

sempre que me perguntam como foi meu parto, eu respondo: "foi intenso".
simplesmente não consigo pensar em nenhum adjetivo melhor que esse.

***

já havia falado um pouco aqui sobre minha escolha de ter um parto natural. mas jamais falei da mini odisseia que foi conseguir ter um. até tentei, mas o post ficou tão grande e tão cheio de digressões que desisti. simplesmente não consigo por numa ordem "cronológica" minhas ideias, como e quando tudo começou.
fato é: eu quis um parto natural. e fui atrás.
corri de médicos, fiz muita cara de alface, chorei muito (durante o banho, no colo do moisa, nos grupos do facebook) e li. li muito. li tudo sobre parto, sobre fisiologia do parto, matérias, estudos, artigos, até aulas cheias de termos médicos. li relatos, discussões... tudo que eu tinha era determinação e informação.
pra mim, era o suficiente.

***

comecei o pré-natal na cidade onde moro.
havia decidido a fazer o parto em outra cidade, maior e mais conhecida por mim. portanto, naquele momento, não me importava muito com as consultas-relâmpago que seguiam o script vê exames, pesa, mede pressão, tá tudo ótimo, até mês que vem. não duravam nem 10 minutos.
senti a necessidade de trocar de médico quando, num momento inédito de diálogo, comentei que minha primeira gestação tinha durado mais de 40 semanas. o senhorzinho japonês e sistemático, com fama de parteiro, rebateu com "não precisa esperar tanto assim". se ele, que tinha fama de só fazer parto normal, pensava dessa forma, imagina o resto...
era o sinal. se eu queria mesmo parir, precisava correr.
e fui, de consultório a consultório, de frustração a frustração, até cair na sala quentinha do dr. rudey.

***

entre a procura e o achado, contratei uma doula. a minha se chamava renata.
sabia da importância, sabia que sozinha não aguentaria.
precisava de uma referência, de um colo pro mimimi gravídico-ativista, de leituras e de alguém calma e com experiência ao meu lado.
toda grávida precisa, na verdade.
doula não faz só massagem e segura sua mão. ela te guia quando você não acha seu caminho.

***

viajei mais de 300 km pra consultas e exames. todo santo mês.

quando a luana entrou de férias escolares (11/07), me instalei na casa dos meus pais sem previsão de retorno. minha DPP (data provável do parto) era dia 21 de julho. mas eu estava careca de saber: pode vir antes, pode vir depois, muito depois. dpp não é data de validade.
e esperei, calmamente. inchada. cansada. exausta. dolorida.
minhas noites eram em claro, com uma dor terrível no quadril e virilha.

o tempo passou, dia 21 passou e nada.
moisa teve que voltar pra casa, pro trabalho. eu e luana ficamos na espera.
chegou a semana mais fria do ano, neve em algumas cidades e eu só pedia pro meu bebê aguardar mais um pouquinho, seria ruim demais ele chegar naquele frio, pra nós dois.

ele foi bonzinho e obedeceu.
mas não por muito tempo.

7 de jul. de 2013

not yet.

uma rápida postagem pra contar que entramos na 38º semana.
duas, da três colegas que encontrei (e me senti bem o bastante pra dialogar) nos grupos de grávidas por aí, já estão com o filho nos braços. me corto de invejinha.
mas eu escolhi esperar. e devo, pro meu bem, pro bem do bebê.

tenho, pelo menos, mais 4 semanas de espera.
4 semanas de sono matador.
4 semanas de pés inchados.
4 semanas de fome anormal.
4 semanas de azia assassina.
4 semanas de ajuda pra me levantar.

me sinto aqueles besouros que caem de barriga pra cima e não conseguem mais desvirar.

estive comparando o final da minha primeira gravidez com esta, e tudo me pareceu injusto.
estou 10 anos mais velha, 10 vezes mais gorda.

10 vezes mais cansada.

29 de mai. de 2013

da sala ao berçário.

tive minha primeira regência do estágio obrigatório ontem.
depois de semanas chorando em cima do computador, primeiro pra determinar um tema, depois pra entender como abordá-lo, depois pra distribuir o conteúdo, depois pra criar o conteúdo, depois enviar pro orientador, depois pra corrigir o que o orientador mandou corrigir e, finalmente, entrar na sala de aula.
a noite anterior foi um tormento.
sono leve, medo de perder a hora, frio na barriga... vai que não dá certo?

mas deu.
era a primeira aula. todo mundo sonolento, ainda acordando. alguns comemorando o fato de ser estagiário dando aula, "porque é mais legal".
conversa vai, conversa vem. garotos dispostos, participativos, piadas sem graça.
quando vi, a aula tinha acabado.
sobrevivi.

achei engraçado sentir todo esse medo, se durante todo o processo eu nunca senti medo de encarar a turma. fui sentir só no dia anterior. e ainda assim achei estranho, pois há dois anos ando enfrentando turmas periodicamente pra aplicar projetos. depois, descobri que o medo era por estar sozinha (os projetos eram em grupos), por estar sendo avaliada, por não poder falar "ah vá se ferrar, tá loco?" se me falassem alguma bobagem.

apesar de alguns erros no cálculo de tempo (sobraram 10 minutos, eu não sabia o que fazer, fui socorrida pela professora regente), o gás pro estágio só começou. o fato de estar tudo pronto e o único trabalho agora é imprimir os materiais me dá uma puta sensação de "dever cumprido". e ele fica maior ainda quando vejo a alegria na cara dos adolescentes remelentos quando acertam as questões das atividades.

cada vez que ouço bater o sinal e tenho que ir embora, eu tenho ainda mais certeza do meu lugar.
e ele não é numa sala de aula de mestrado.

***


desconfiando seriamente que esse é o motivo de serem queridos comigo

32 semanas e 3 dias.
na maioria das tabelas, o oitavo mês.

já começando a incluir itens bebezudo na compra do mercado. hoje comprei fraldas em promoção, bolas de algodão e fraldas RN.
andei lendo coisas interessantes sobre introdução alimentar. mas, claro, ainda é cedo pra pensar nisso.

é bem empolgante meio que "começar" do zero. os novos conhecimento sobre educação, sobre fisiologia, sobre psiquismo infantil tem ajudado muito. todo um novo modo de criação, de estímulo.
eu cheguei a me lamentar por ter que fazer tudo de novo, visto que a luana já está em uma fase bem definida e bem distante do irmão que vai chegar. ela sequer brinca mais. suas diversões são música, dança, leitura, novelas adolescentes no youtube. ela ainda tem pequenos resquícios infantis, mas a maior parte do tempo eu me vejo com uma moça em casa. é estranho acostumar com isso. mas vejam, agora que eu vi que tenho a oportunidade de fazer diferente, totalmente segura das minhas escolhas, eu agradeço por poder fazer tudo de novo.

é como fazer as pazes comigo mesmo.
a amanda mãe de ontem dando uma chance à amanda mãe de hoje.

17 de mai. de 2013

bem-vinda ao mundo, mãe empoderada.

uma vez perguntaram, em um grupo de mães, quais seriam nossos epitáfios antes de ter filhos. eu pensei em milhares, mas minha resposta foi: "eu teria dois: um pra quando minha filha nasceu e outro pra quando eu engravidei novamente".

com a luana, eu fui uma mãezinha típica. aquela que segue todos os conselhos vindos de todos os lados. aquela que não acreditava no próprio instinto. que não acreditava na força do próprio corpo, ou na força do corpo da criança.
dizem que o primeiro filho é um sobrevivente, e é mesmo.
luana sobreviveu à minha inaptidão, desinformação, passividade e inexperiência.
o tempo vai passando e você vê que poderia ter sido diferente, se você tivesse o mínimo de informação.
foi nesse sentido que eu comecei a rever todos os meus passos como mãe, desde o nascimento da minha filha. e constatei: o erro estava no começo, no parto. o resto foi consequência.

luana nasceu através de uma cesariana.
seria eletiva (marcada com antecedência), se ela não tivesse dito "opa! que história é essa? quem manda aqui sou eu!". o parto foi adiantado por algumas horas, o que seria na segunda-feira pela manhã - por conveniência - acabou acontecendo no domingo a noite. luana nasceu linda, saudável, rosadinha, cabeluda, fazendo cara azeda pelo susto e pelo choque de sair do quentinho.
eu? eu estava lá, imóvel, passiva, dopada, tentando entender o que se passava naquele momento, sem nenhuma noção do que viria depois - como minha filha, que tinha acabado de nascer. foi tudo filmado e fotografado. tal qual um evento.
um evento que eu não participei conscientemente. estava ali, mas não estava. os protagonistas (mãe e bebê) à mercê de mãos estéreis. sendo cruel e realista, éramos fantoches.

e esse momento, esse primeiro encontro meu com minha filha, momento que deveria ser nosso, só nosso, eu sinto que me foi tirado.
deixei me levar por medo de encarar o desconhecido, medo da dor, medo de morrer, medo atrás de medo. vítima da cultura do medo? pode-se dizer que sim.
e esse sentimento de ser incapaz me tomou por boa parte da minha maternidade. por isso tomei muitas decisões que não tomaria, se tivesse uma pequena convicção ou confiança em mim mesma.
se tivesse me empoderado...

é por isso que eu quero mudar essa história. é por isso que agora, na segunda gestação, eu estou correndo contra o tempo atrás de um médico que assista meu parto natural. é por isso que agora eu quero ser protagonista do parto do meu filho, que ele nasça como deve nascer: sem intervenções, sem cortes, sem química. com dor, gritos, urros, com os hormônios a flor da pele, delirando na partolândia. e no final, tremer de amor.

eu não sou "louca", nem "vou desistir na primeira contração", não vão "me cortar de qualquer jeito". isso não vai acontecer. eu confio em mim, na minha natureza, na minha fisiologia, no meu psicológico. nesses meses que se passaram, eu devorei tudo a respeito e de repente a leoa dentro de mim acordou.
acreditar que sou perfeitamente capaz de parir meu filho sem intervenção é apenas o primeiro passo pra uma maternidade segura e intensa.

e a luana?
espero que ela me perdoe pela imaturidade dos anos que se passaram.
o lado bom é que ela agora tem uma mãe empoderada, prontinha pra brigar com o mundo pra defendê-la do que for preciso.
:)
(...) a culpa não é sua, é dessa sociedade doente em que a gente vive!
em que a mãe é a pior das pessoas porque se não tiver o obstetra pra "fazer" o parto, o neonatologista pra avaliar o bebê, o pediatra pra acompanhar se tá crescendo saudável, o neuro pra garantir que tá desenvolvendo direito, a fisio pra estimular motricidade, a fono pra ajudar a falar, a nutricionista pra ensinar a comer, a professora pra desfraldar, especialista pra ensinar como tem que colocar pra dormir, a super nanny pra ensinar a colocar limites o bebê não cresce, não anda, não fala, deve virar um vegetal, né?! deve morrer! porque instinto de mãe não conta pra nada!
parece que se ela for deixada sozinha ela simplesmente vai ferrar com a vida do filho! não é à toa que temos uma competição tão grande entre as mães. somos muito cobradas pela sociedade e muito desmerecidas! é difícil de ver porque tem essa camuflagem de "mãe é tudo", mas na prática as mães são muito desmerecidas e vivemos com medo de ter prejudicado nosso próprio bebê.


stheffany nering (com permissão)

29 de abr. de 2013

já podemos chamá-lo de "autran".

mexendo para lá e para cá, ele curte um vidão dentro do útero (o mexe-mexe empurra seu diafragma, por isso sua respiração está mais difícil). nesta semana, seu bebê começou a adquirir mais gordura no corpo e está ficando rechonchudo. o cérebro continua em plena atividade, numa evolução constante. as retinas também passam por um período de aprimoramento e já captam com mais precisão a luminosidade do ambiente. a visão está bastante aguçada.

primeiro deixa eu contar.
busquei o resultado da última ultrassonografia que fiz e, segundo ela, meu bebê tinha um peso estimado de 997 gramas e uma estatura média de 34 cm. mas isso foi há mais de uma semana. deve estar maior e mais gordo.
o resto, não sei decifrar.
o que eu sei é que meus pés incham por conta de nada. e que não consigo mais calçar meu tênis e alcançar coisas no chão sem reclamar. ou me levantar do sofá e da cama sem fazer aquele movimento tão desengonçado, comum de grávidas, mas que todo mundo acha bonitinho.
o que está visível pra mim, são as piadinhas do moisa dizendo que eu já estou andando feito uma pata. é o bebê pedindo espaço pra se mexer quando fico sentada por muito tempo. isso e as dores nas costelas e abaixo do esterno. como dói. mas se fico muito tempo em pé, minhas costas e pernas doem.
ah, e a azia. o refluxo. as noites mal dormidas por não conseguir uma posição confortável.

ainda faltam mais três meses. acabei de entrar na 28º semana, ou no sétimo mês, segundo uma das milhares de tabelas (cada uma diferente da outra) relacionando semanas x meses gestacionais. naquela montanha-russa que é o tempo psicológico, às vezes é logo ali e às vezes parece uma eternidade. me falta tempo pra pensar no chá de fraldas, pra fazer o enxoval, pra me dedicar como deveria/queria. também me falta tempo pra aproveitar os últimos meses de paz, de tempo pra mim (há controvérsias), de noites inteiras dormidas (ainda que mal), de calmaria que não envolve fraldas, choro, leite vazando, um dia inteiro de pijama e exaustão.

eu sei que pareço pessimista falando assim.
mas eu não sou. nem estou. na verdade quando paro pra pensar no bebê, eu chego a sentir o cheirinho suave, os barulhinhos, os movimentos descoordenados, a doçura de sorrisos e pequenas descobertas. é tanta ternura que eu penso que posso explodir. não cabe em mim. já experimentei uma vez, com luana, e experimentar tudo de novo está sendo duplamente intenso.
enquanto antes foi tudo isso misturado com a aflição da primeira vez, agora vem com a certeza que eu consigo enfrentar. então imagina, o espaço da aflição se foi, e é preenchido por mais paixão ainda.

eu só não quero ficar falando da magia de carregar um filho na barriga. sobre isso tem blog a rodo pela internet. é sim, aquela sensação única, sem explicação, que vem naturalmente. você já ama, e pronto. você já se dedica, já se descabela, já ensaia broncas seguidas de afagos. nem nasceu, e já está tudo moldado num lugar que você sequer sabia que existia.
mas veja, também tem sensações - e estas, físicas - que parece que só existem na gravidez.
você deitar e sentir falta de ar, trocar de posição, respirar melhor e sentir um chute por dentro, tipo assim. e ainda achar isso tudo maravilhoso.

hoje, a luana que fez as unhas do meu pé.

19 de abr. de 2013

senta que lá vem...

depois de uns dois anos, eu voltei ao dentista.
o último foi minha terceira tentativa de fazer um "tratamento": cuidar das obturações velhas, possíveis cáries, tártaro, coisas que temos na boca e nem sabemos. e claro, aguentar a encheção para fazermos um clareamento.
deixei o tratamento pra trás quando a terceira obturação trocada, novinha em folha, caiu sem mais nem menos. me irritei. tchau, moço ruivo formado em uma faculdade particular e de sobrenome familiar.

alguns meses se passaram, mais uma obturação caiu e eu deixei pra lá.
não doía, não sangrava, não incomodava. só quando entrava sementinha de tomate, daí eu praticamente cavava um espaço entre dois dentes com palito até a sementinha sair. vai que brota, né?
agora eu decidi voltar.
primeiro por estar grávida. sempre aconselham a procurar dentista nessa época. por conta das alterações hormonais, os dentes ficam mais sensíveis, etc. e também porque dois anos com um buraco na boca não era coisa de gente asseada.

daí lá fui eu, psicologicamente preparada pro maior esporro da minha vida. mas antes, fui ~esperta~ e pedi pra ir ao banheiro. tirei o piercing da língua, pus num saquinho, guardei dentro da carteira. não queria outro sermão sobre a agressão que era aquilo na língua, de como adereços na boca aumentam a proliferação de bactérias, etc.
como estou sem fumar desde dezembro do ano passado, até ensaiei encher o peito pra dizer "PAREI DE FUMAR", caso ela perguntasse. né, pelo menos um trunfo eu tinha.

supreendentemente, a dentista elogiou horrores minha higiene bucal.
disse que o único problema era uma pequena cárie na obturação perdida - o que era digno de admiração, já que aquilo estava exposto há tanto tempo. me chamou de "caprichosa" inúmeras vezes, falou bem da minha gengiva, da minha mordida, dos meus dentes retos sem aparelho, e de como eu mal tinha tártaro.
quase falei que desde que pus o piercing, praticamente tripliquei o cuidado com os dentes, mas achei melhor não. também quase liguei pra minha mãe e pedi pra ela repetisse tudo para que mamãe tivesse orgulho, mas também achei melhor não.

agora estou aqui, pensando se a dentista não falou aquilo só pra me conquistar e está até agora vomitando de nojo.
jamais saberei.

***

e hoje também foi dia de ultrassom!
ia postar isso só quando tivesse as imagens em mãos e escaneadas, mas quem se aguenta?
não esperem imagens em 3D/4D, super definidas. fiz o normalzinho mesmo, só pra ver se o bebezão aqui está bem, está grande, gordo, bonito, rico e cheiroso. e sim, está :)
um pacotão de 32cm e quase um quilo.
já está virado, de cabeça pra baixo. mas ele pode desvirar a qualquer momento. ainda tem umas 10 semanas de liberdade de movimentos, depois disso fica complicado.
o coração continua batendo loucamente, nenhuma alteração. tudo lindo, tudo normal, tudo nos conformes. o bichinho se mexeu durante o exame inteiro, mas ainda assim ficou numa posição fácil pra eu poder ver uma perninha, a outra perninha, o quadril e... olha, um pinto!

sim, terei um menininho pra chamar de meu :)

29 de mar. de 2013

kicks from the inside.

ele já tem cílios, sobrancelhas, pálpebras, lábios e brotos dentários - isso quer dizer que o rosto do seu filho tem uma fisionomia definida. o cérebro continua em acelerado e constante desenvolvimento, que prosseguirá, em alta intensidade, até os 5 anos de idade da criança.

gente, a fome!
toda a cara de nojinho do mês passado se transformando no risinho de gordinha feliz com o cheiro de comida no ar. sinto que ganhei algum peso. tá complicado manter a calma. até porque se eu exagerar, eu passo mal. lembram que eu disse que parece que eu fiz redução de estômago? a sensação continua. daí eu como mais do que suporto e fico achando que vou morrer empanturrada. todo-santo-dia.

o quinto mês é uma delícia. já me identificam como grávida, então já dá pra ter aquela postura de andar igual pata e empinar a barriga pra frente sem medo. ainda não sinto o desconforto do terceiro trimestre nem o mal-estar do primeiro, então estou na fase ~ideal. já sinto o bebê mexer - e bastante.

em breve saberei o sexo, escolherei o nome e entrarei no maravilhoso mundo dos apetrechos para bebês ^.^
enquanto isso, vou esperando e indo ao banheiro a cada meia hora.

20 de fev. de 2013

tudo em paz na base uterina.

ele cresceu pra valer. está pesando cerca de 150 g e mede 14 cm - é quase o dobro do tamanho registrado 15 dias atrás. o coração continua batendo em ritmo acelerado, cerca de duas vezes mais rápido do que o da mãe. a maior parte dos ossos do bebê estarão em processo de ossificação, estão deixando de ser uma cartilagem mole e se tornando ossos mais fortalecidos e duros.

é. lentamente os enjoos estão indo embora. isso não quer dizer que eu não saia correndo de repente pra vomitar. acontece, mas quase nunca (yay!).
no entanto, o superolfato continua e lanço uns comentários desnecessários sobre o "cheiro forte" da pomada cicatrizante que o moisa usa na tatuagem. ou sobre qualquer outro "cheiro forte", que pros outros é um cheiro normal. afinal a grávida aqui sou eu.
meu apetite está voltando ao que era antes. o que está me deixando triste, pois até agora estive radiante pelo fato de não ter engordado nada (lembrando que passamos pelo combo natal-reveillon-férias). e mais radiante ainda quando me perguntavam como era possível estar grávida e emagrecendo. entretanto, tenho a sensação de que reduziram meu estômago. tenho aquela fome descomunal e na metade do prato lindíssimo, colorido e com todos os itens da pirâmide dos alimentos, eu me sinto cheia. e SEI que se comer mais uma garfada além, irei passar mal. o jeito é largar mão, esperar umas três horas e comer de novo.
aquela velha dica e conhecida por todos (que ninguém segue) da alimentação saudável: comer pouco, várias vezes ao dia. pois bem, na gravidez ou é isso ou é indigestão, náuseas e vontade de morrer.

minha barriga está grande, mas é devido ao fato de eu não poder mais murchar hah então continua aquela coisa da barriga ser de gorda, e não de grávida (porém está bem durinha).
meus jeans ainda servem mas incomodam quando sento, por isso parei de usar. estou vivendo de leggings. imagina minha fineza no quesito ~vestimenta.
a oleosidade da pele e cabelo, tão intensa nos primeiros meses, me deram uma trégua. não sei se isso foi psicológico ou rola mesmo, só sei que minha pele tá ótima (como na gravidez da luana).

do resto, só muito soninho gostoso, "parabéns pelo bebê", pés pra cima todas as noites e a ansiedade para o próximo ultrassom.
:)

16 de fev. de 2013

da série: perguntas cretinas.

eu sei que as pessoas não as fazem por querer. ás vezes não pensam muito antes de perguntar e acaba saindo coisas assim.

mas, primeiro, eu tenho que falar sobre a nova tatuagem.
fui ousada, confesso. a primeira foi só pra saber como era sentir a agulha entrando e pintando a pele. o desenho foi num impulso de "own que fofo" e o plano era legal: alusão a uma piadinha interna familiar - foi desenhando pela irmã caçula e seria feito por nós três. a segunda foi outra por impulso de "own que fofo" e pequena, pelo orçamento apertado: aspas nos dois pulsos.
a terceira eu planejei melhor. estudei desenhos, detalhes e cores com a tatuadora. medi o tamanho ideal (hoje penso que poderia ser maior) e paguei em duas vezes.
grande. colorida. no peito.


não se engane, o sorriso é de dor e desespero hah

as pessoas se chocam, desviam o olhar enquanto conversam comigo, minha mãe ainda não se conforma.

e um dia estava eu, num restaurante revendo semi-conhecidos que me parabenizavam pela gravidez como se fôssemos melhores amigos. coincidentemente, vestia a regata que mais exibe o desenho.

de repente, a pergunta: "mas seu bebê não vai se assustar com a tatuagem?"
:s

14 de jan. de 2013

fingernails!

morando num casulo pouco maior do que uma bola tênis, seu futuro bebê está com 14 g e mede cerca de 60 mm. os dedinhos se alongaram e se separaram e as unhas começaram a crescer. além de receber nutrientes e oxigênio do corpo da mãe, o bebê também já pode responder a alguns estímulos. dentro da bolsa de água, ele consegue piscar, mover os dedos, abrir a boca e até ensaiar seu primeiro xixi, uma vez que os rins estão quase totalmente formados.
dizem que a 12º semana é especial porque os enjoos somem.
eu não sei em que parte eu fiz errado, porque os enjoos e a indisposição continuam firmes e fortes por aqui. acho que a minha maior sorte é eu estar de férias. posso ficar bodeada choramingando, tirar os cochilos que são inevitáveis, deitar e relaxar a qualquer hora do dia ou da noite.
quando toda a correria voltar, provavelmente vou estar na famosa lua de mel gestacional. em que é evidente a gravidez e o único incômodo é a fome descomunal.
mas eu aprendi a ser paciente, a esperar e aproveitar cada passo, cada etapa.
eu prometi a mim mesma que essa gestação seria diferente.
e olha, está sendo mesmo. completamente diferente.

15 de dez. de 2012

hello daddy, hello mom - here comes our cherry-bomb.

apenas 20 milímetros. esse é o tamanho do bebê que você carrega no fim do seu segundo mês de gestação. ele continua minúsculo - menor do que um feijãozinho -, mas o crescimento está a todo vapor. a barreira placentária já é bastante eficiente, selecionando tudo o que chega ao embrião. o baço, a traqueia, a laringe e os brônquios começam a tomar forma. a pontinha do nariz e as dobras das pálpebras acabam de aparecer, delineando as feições. ele já tem ombros e os braços cresceram um pouco.
também estou zonza, processando todas as informações.

semana passada decidimos fazer um teste de farmácia. meu humor andava inconstante demais, muito sono, muita indisposição, cansaço, tontura, menstruação atrasada... não deu outra: positivo.
chorei. chorei. chorei.
minha primeira reação foi ter ficado brava comigo mesma. eu tomava pílula, mas não tinha controle absoluto. se engravidei, é porque falhei.

sem desespero. respira fundo e aguarda pra consulta com um obstetra, um exame de sangue. maior certeza e tudo mais. vai que era um falso-positivo, né?
mas, veja, talvez o psicológico seja uma coisa bem filha-da-puta, ou apenas a coincidência que seja filha-da-puta. dois dias depois do exame de farmácia, fui a uma pizzaria com o moisa, luana e um casal de amigos. duas fatias e uma água com gás depois, eu sentia uma vontade louca de vomitar. como se eu tivesse comido uma pizza inteira sozinha. cheguei em casa, bebi o que pude de água gelada e deitei. à partir desse dia, eu tenho sentido enjoos constantemente, o dia inteiro.

é claro, o exame de beta-hCG deu positivo. chorei mais um pouco no telefone com o moisa. não sei porque minha reação é sempre pensar no lado ruim das coisas. porém, o entusiasmo de família, amigos e, principalmente, do moisa e da luana me abriram os olhos, a mente e o coração. tanto que, agora, boa parte do tempo que passo na internet, é pesquisando sobre estágios de gravidez e que tipos de alimentos contém este ou aquele nutriente. até porque eu passei as primeiras 7 semanas fumando e não tendo uma alimentação muito exemplar heh.

o médico ainda havia pedido mais um exame, um ultrassom, pra ter certeza absoluta que eu estou mesmo grávida. com esse sono, esse humor e esses enjoos, quer mais ainda?
fiz o bendito hoje de tarde e eis a terceira confirmação: sim, estou grávida.
vi na telinha cheia de riscos, um amontoado de pontinhos brancos que juravam ser meu bebê. pude ouvir o coração batendo, parecendo um motorzinho.
é bem estranho, porque quando fiquei grávida da luana, a gestação já estava avançada quando descobri (22 semanas heh) e no primeiro ultrassom dava pra ver tudo direitinho, inclusive saí de lá sabendo que era menina.

pra ser sincera, tudo está sendo diferente agora.
o mal estar, a indisposição, o sono, o cansaço, os vômitos, nojo de tudo. nada disso eu tive antes. agora pareço estar numa fadiga interminável. espero que isso passe, junto com o primeiro trimestre.
e que, daí sim, eu me sinta realmente grávida. e então começar a melhor parte. a que eu mais gosto e aguardo :)
em breve, sua cintura vai se expandir e você vai notar outras mudanças no corpo. os cabelos ficarão mais brilhantes. já a pele, apesar da aparência viçosa, tem sua pigmentação aumentada, o que pode ocasionar o surgimento de manchas, especialmente na região do rosto. o intestino, por outro lado, pode desacelerar seu ritmo de trabalho. o estômago também passa a produzir maior quantidade de ácido clorídrico nesta fase, causando uma incômoda queimação.
eita!